A girl in a crazy town
Olho pro outro lado e vejo uma loja de conveniência, os caminheiros que não tem família e nem lugar fixo ali, olho pra mais um lado e vejo as pessoas do fitness correndo sem sentido, ando mais um pouco pois o rap me atrai e vejo os skatistas, outro lado e os mendigos fumando seu crack, continuo andando e vejo pessoas andando apressadas com medo, gente brincando e rindo sem noção do perigo, olho pras pizzarias as famílias unidas e aparentemente felizes, eu ali sozinha andando sem rumo e observando tudo isso, entro no supermercado 24h e compro um iogurte, observo o semáforo e os outdoors mais uma vez com pessoas felizes ou com promessas de felicidade.
Passo em frente à galeria em que nós nos encontrávamos, o porteiro ali sozinho, dormindo, lembrei dos momentos em que a vida se resumia a um belo dia de sol e nós dois andando abraçados pela avenida, e hoje... sou só eu e a solidão.
Não, eu não quero companhia, eu estou feliz observando o crepúsculo e as luzes se acendendo aos poucos, as lojas fechando e os trabalhadores voltando pra casa, fazendo amizade com estranhos, amizades vagas mas ao mesmo tempo tão profundas, tentando resgatar um pouco do passado e com um pouco de medo do futuro.
Enfim, deixo rolar a música no meu fone, ando sem rumo até... até o dia clarear.
Os momentos de transcedencia, os encontros consigo mesma. Eu gosto desses, paz de espirito, tudo tão magnifico e comum...
ResponderExcluirOs momentos de transcedencia, encontro consigo mesma. Parece tudo tão magnifico, e ao mesmo tempo tão comum...
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